Blog

publicado em
19/08/2026
atualizado em
19/08/2026
às 19:14
por:
Século XXI
Tag's:

Transformação digital também é sobre pessoas: qual é o papel do RH?

Mais do que acompanhar novas tecnologias, o RH assume um papel estratégico na transformação das empresas, conectando pessoas, cultura e os objetivos do negócio.

Quando se fala em transformação digital, é natural pensar primeiro em tecnologia. Inteligência artificial, automação, análise de dados, novos sistemas e ferramentas capazes de tornar processos mais rápidos e eficientes já fazem parte da rotina de organizações dos mais diferentes setores.

Porém, nenhuma dessas mudanças acontece sozinha. Por trás das tecnologias estão pessoas que precisam compreendê-las, incorporá-las à rotina, desenvolver novas competências e, muitas vezes, transformar a própria maneira de trabalhar. É justamente nesse ponto que o RH assume um papel cada vez mais estratégico.

Essa é uma das principais reflexões apresentadas por Denize Dutra no artigo “O RH pode contribuir com processos de transformação digital?”, publicado no Portal FGV. Para a autora, embora a natureza do trabalho possa mudar radicalmente com a evolução tecnológica, as pessoas continuam no centro das organizações.

Transformação digital também exige transformação cultural

Implementar uma nova tecnologia pode ser relativamente rápido. Por outro lado, transformar comportamentos, processos e formas de pensar costuma levar muito mais tempo. É por isso que a transformação digital não pode ser tratada só como responsabilidade das áreas de tecnologia.

De acordo com Denize Dutra, cabe ao RH contribuir para a construção de novos modelos de gestão, metodologias e ferramentas capazes de facilitar a transformação cultural das organizações. Isso também envolve avaliar valores, relações e práticas para que a evolução tecnológica esteja acompanhada de uma gestão responsável das pessoas.

Afinal, uma empresa pode adquirir a ferramenta mais avançada disponível no mercado. Se as pessoas não estiverem preparadas para utilizá-la, questioná-la e incorporá-la aos processos, a transformação dificilmente acontecerá de maneira completa.

O RH deixou de ser apenas operacional

Durante muito tempo, Recursos Humanos esteve fortemente associado a atividades administrativas, como folha de pagamento e processos burocráticos. Entretanto, a tecnologia automatizou boa parte dessas funções e abriu espaço para uma mudança importante.

No artigo, Denize Dutra faz uma comparação interessante: se antes o RH funcionava quase como um “tirador de pedidos”, recebendo demandas das demais áreas e entregando soluções, hoje seu papel se aproxima muito mais o de um consultor do negócio.

Isso significa compreender a necessidade antes mesmo de propor uma solução, conhecer profundamente a organização e, em alguns casos, antecipar demandas que ainda nem foram percebidas pelas lideranças.

É uma mudança significativa e o RH deixa de apenas responder às necessidades da empresa para participar das decisões sobre onde ela pretende chegar.

Tecnologia também está transformando a gestão de pessoas

Essa evolução acontece dentro do próprio RH. Tecnologias já modificaram a maneira como organizações atraem, recrutam, selecionam, desenvolvem, avaliam e remuneram profissionais. A análise de dados também ganhou espaço, permitindo que decisões relacionadas às pessoas sejam cada vez mais apoiadas por indicadores.

O People Analytics é um exemplo dessa transformação, porque, ao utilizar dados para compreender comportamentos, desempenho e outros indicadores relacionados às pessoas, o RH amplia sua capacidade de apoiar decisões e fortalecer sua participação na estratégia do negócio.

Mas tecnologia, sozinha, não torna uma área estratégica, é preciso saber interpretar as informações e transformá-las em decisões que façam sentido para a realidade da organização.

O novo profissional de RH precisa entender de pessoas e de negócios

Talvez uma das mudanças mais importantes esteja justamente no perfil esperado desses profissionais. Conhecer pessoas continua sendo essencial, só que já não é mais suficiente.

A autora defende que o profissional de RH precisa desenvolver uma visão sistêmica e estratégica, compreender o negócio, conhecer diferentes áreas da empresa, acompanhar tecnologias e dominar conceitos e ferramentas capazes de gerar soluções para os desafios atuais e futuros da organização.

Essa visão ajuda a explicar por que a área passou a reunir profissionais com formações e trajetórias cada vez mais diversas. A transformação do RH acompanha a própria transformação das empresas: quanto mais complexas se tornam as decisões, maior é a necessidade de conectar diferentes conhecimentos.

Humanizar também faz parte da transformação digital

Além disso, existe um paradoxo interessante nesse cenário. Quanto mais tecnologia entra nas organizações, mais importante pode se tornar a capacidade de compreender aquilo que é essencialmente humano. Engajamento, propósito, liderança, cultura, confiança e desenvolvimento continuam influenciando diretamente a forma como as pessoas trabalham.

Por isso, Denize Dutra também chama atenção para a importância de humanizar as organizações. Para a autora, cuidar das pessoas não é algo separado da busca por resultados, mas parte da construção de empresas capazes de alcançá-los de maneira sustentável.

Transformação digital, portanto, não significa escolher entre pessoas e tecnologia, mas descobrir como fazer com que ambas evoluam juntas.

O RH como agente de transformação

Quando novas tecnologias mudam processos, funções e competências, alguém precisa ajudar a organização a atravessar essa mudança. E é justamente aí que o RH pode ampliar sua contribuição.

Identificar competências que precisarão ser desenvolvidas, apoiar lideranças, acompanhar mudanças culturais, compreender resistências e conectar a estratégia de pessoas à estratégia do negócio são responsabilidades cada vez mais relevantes. Nesse cenário, o RH não acompanha a transformação depois que ela acontece, ele participa da construção dela.

Vale uma reflexão

Na sua organização, o RH participa das discussões sobre transformação desde o início ou entra apenas quando é necessário implementar as mudanças?

As novas tecnologias estão apenas tornando processos mais eficientes ou também estão mudando a maneira como as pessoas trabalham, lideram e tomam decisões?

E, talvez a pergunta mais importante: sua empresa está investindo na transformação das ferramentas na mesma proporção em que prepara as pessoas para utilizá-las?

Porque transformação digital pode começar pela tecnologia, mas são as pessoas que determinam até onde ela consegue chegar.

Seja FGV!

Referência:

https://portal.fgv.br/artigos/rh-pode-contribuir-processos-transformacao-digital

13
ago

Inteligência artificial no ensino superior: como usar a tecnologia sem deixar de pensar?

29
jul

Criatividade: um talento nato ou uma habilidade que pode ser desenvolvida?

22
jul

O preço da falta de visão de longo prazo: o que as Big Techs podem ensinar sobre gestão

Assine e
mantenha-se
informado!
Nosso blog está cheio de novidades pra te ajudar na escolha da sua carreira. Assine e receba no seu emails as principais novidades publicadas por aqui!

    Unidades

    Unidades

    Araxá - MG
    Online
    (34) 9.9828-4463
    Passos - MG
    Online
    (37) 9.9815-1870
    Bom Despacho - MG
    Online
    (34) 9.9828-4463
    Patos de Minas - MG
    Aulas realizadas na Av. Getúlio Vargas, 333 - Centro, Patos de Minas - MG - Parceria Fratelli
    (34) 9.9828-4463
    DIvinópolis - MG
    Aulas realizadas na Rua Serra do Cristal, 1688 - Centro, Divinópolis - MG - Parceria ACID
    (37) 9.9815-1870
    Varginha - MG
    Online
    (35) 9.9735-7838
    Pouso Alegre - MG
    Granlago hotel - Av. Pref. Olavo Gomes de Oliveira, N° 3381 - Árvore Grande, Pouso Alegre - MG, 37550-000
    (35) 9.9735-7838